Abrafarma no Guia da Farmácia  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.01.12 às 12:45h  
   

 
   

Entrevista na Edição de Janeiro da revista Guia da Farmácia resume os desafios no varejo farmacêutico para 2012, sob o ponto de vista da Abrafarma.

 
   

Confira aqui!

 
   
   
Varejo Farmacêutico 2011 - 2012  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 02.01.12 às 12:45h  
   
 
   
Boas Festas  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 23.12.11 às 12:45h  
   
 
   
   
Abrafarma 20 Anos - Vídeo Institucional  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 13.12.11 às 12:45h  
   

Conheça, através do vídeo institucional exibido no evento de comemoração dos 20 Anos de Fundação da Abrafarma, as bandeiras de luta da entidade, e o que nos move ate aqui. Uma historia construída com participação de grandes executivos, empreendedores e defensores do livre mercado e da ampliação do acesso a medicamentos. 

 
   
   
   
   
Vinte anos: um bom começo!
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 25.11.11 às 12:45h  
   

 
   

* Sérgio Mena Barreto 

No início da década de 90, o Brasil enfrentava uma inflação média ao ano de 764%, instabilidade econômica, recessão e desconfiança dos mercados externos. Foi em meio a esse período nebuloso que um visionário grupo de empreendedores fez surgir a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em outubro de 1991. A entidade nascia sob as bandeiras do livre mercado, da redução de interferências regulatórias e do rigor no atendimento à legislação. 

Pautado por uma gestão profissional, atento ao olhar do consumidor e a tendências internacionais, as grandes acompanharam com vigor a evolução da nossa economia – que começava a respirar novos ares em 1994, com a criação do Plano Real e a tão esperada estabilidade financeira. Com o novo cenário brasileiro, o setor ganhou forças para ir além e incutir novos hábitos entre a população, fazendo da farmácia uma completa e eficiente loja de saúde. 

Em 1995, as redes associadas à Abrafarma superavam a marca dos nove dígitos e atingiam faturamento total de R$ 1,1 bilhão, com 754 lojas em todo o Brasil e uma cartela de mais de 125 milhões de clientes atendidos em um ano. Após 16 anos, chegamos a 3.616 pontos-de-venda, tendo o faturamento atingido a marca de quase R$ 20 bilhões. Este crescimento encorpado demonstra a maturidade do setor, que comprovou sua capacidade de evoluir de maneira orgânica e perene, independentemente das oscilações econômicas ou de momentos de opulência.  

Estratégico para a atividade econômica nacional, o setor também se cotizou para ampliar o acesso da população a medicamentos e, consequentemente, à saúde de qualidade. Os anos 2000 foram pautados pela luta em prol do fortalecimento dos medicamentos genéricos, pela criação do programa Aqui tem Farmácia Popular na iniciativa privada e pela campanha Fim do Remédio Amargo, Imposto Zero, que defendia a redução da pesada carga tributária sobre medicamentos. Paralelamente a essa mobilização, na metade da década as grandes redes já acumulavam faturamento de R$ 5,9 bilhões, com mais de 1.600 pontos de venda.  

Neste período, a profissionalização do setor já era uma realidade. Com a crescente demanda, as redes buscaram formas de se capitalizar ainda mais e ampliar sua visibilidade. Não à toa, em 2010 presenciamos a fusão da Drogaria São Paulo com a Drogão. Em 2011, Drogasil e Droga Raia uniram forças para formar a maior rede do País. E não será surpresa se tivermos novas movimentações nos próximos anos.  

Os números confirmam o destaque do setor. Em setembro de 2011, a comercialização de medicamentos representa 70,2%, atingindo R$ 13,7 bilhões. O balanço aponta ainda mais de 615 milhões de atendimentos e 1,8 bilhão de unidades vendidas de medicamentos e não-medicamentos.  

O mercado acompanhou a evolução do consumidor. Buscou novidades em nível internacional, por meio de intercâmbio e troca de informações. A estratégia de posicionar a farmácia e a drogaria como um centro de saúde e bem-estar, com um vasto mix de produtos e serviços e modelo similar ao aplicado com sucesso na Europa e nos Estados Unidos, conquistou os consumidores. Já temos no Brasil redes de drogarias de alto nível, com oferta de serviços e produtos que nada fica a dever aos países mais desenvolvidos. 

As associadas à Abrafarma representam 36% de todas as vendas realizadas no País. Apesar de contarmos no Brasil com cerca de 65 mil pontos de venda, somente 12 mil deles vendem 75% de todos os medicamentos consumidos no país. É só o começo para essa jovem. Um bom começo, não?

 

* Sérgio Mena Barreto é presidente executivo da Abrafarma - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias

 
   
   
Os Três grandes desafios  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 20.07.11 às 17:30h  
   

Nesta entrevista para o IDVF, que está indo ao ar hoje, falamos dos três desafios que o varejo farmacêutico enfrenta no presente, e certamente impactarão no futuro da farmácia no Brasil.

 
   
   
   
   
I Seminário para Jornalistas  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 17.05.11 às 12:30h  
   
 
   
   
   
Programa Aqui Tem Farmácia Popular
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 14.02.11 às 13:40h  
   

 

 

 

Teve início hoje, no Programa Aqui Tem Farmácia Popular, disponível nas redes de farmácias privadas em convênio com o Ministério da Saúde, etapa de gratuidade em medicamentos para Diabetes e Hipertensão. O lançamento dessa etapa da programa ocorreu em cerimônia conduzida pela Presidente Dilma Rousseff dia 03/Fevereiro no Palácio do Planalto.  

A disponibilidade de produtos sem a co-participação do usuário, ou seja, sem que ele tenha que pagar parte do preço, só foi possível em razão da parceria entre as redes de farmácias vinculadas à Abrafarma e seus fornecedores, a partir do estímulo do Ministério da Saúde. 

De posse de uma receita médica, o cliente poderá encontrar os seguintes medicamentos, nos princípios ativos/concentração, sem ter que pagar nada por eles (Clique aqui para ver a lista). 

É importante esclarecer que a farmácia poderá dispor do medicamento de referência, genérico ou similar, mas nem sempre todas as opções e marcas estarão disponíveis para atendimento no Programa. Como afirmamos anteriormente, a disponibilidade dos produtos deve-se exclusivamente à capacidade de negociação ocorrida desde Janeiro/2011, quando o Governo Federal propôs tal necessidade. Mas estamos atuando fortemente para garantir que pelo menos 01 (Hum) medicamento genérico de cada princípio ativo esteja apto para entrega ao consumidor. 

As redes associadas à Abrafarma apóiam a iniciativa do Governo Federal / Programa Aqui Tem Farmácia Popular por acreditar na ampliação do acesso ao cidadão – uma bandeira de luta da entidade desde sua fundação. 

Não podemos deixar de ressaltar, nesse momento, a necessidade de se avançar na discussão do acesso ao medicamento no Brasil, notadamente através da desoneração tributária. O cidadão brasileiro paga 36% de impostos cada vez que adquire uma unidade de medicamento, o que é um grande absurdo. Essa alta carga tributária, a maior do mundo em medicamentos, precisa ser revista o mais rápido possível. Medicamento é um bem essencial, fundamental para manutenção à vida e tem de ter tratamento diferenciado. Assim o é na maioria dos países, que dispensam impostos ou os mantém na menor alíquota possível.  

A favor da redução da carga tributária de medicamentos, a ABRAFARMA realizou, em 2008, campanha de coleta de assinaturas com a população. Exatos 3.644.728 cidadãos assinaram embaixo de tal proposição. Desonerado o medicamento de impostos, o resultado imediato seria o repasse de preços menores à população, uma vez que o próprio Governo Federal controla os preços do produto. Essa medida, se abraçada por todos, sociedade e Governo, seria um enorme avanço na saúde do Brasil.

 
   
   
O Encontro com o Ministro  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 16.01.11 às 16:30h  
   

 
   

Estivemos na última semana em Brasília em encontro convocado pelo novo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de quem tive as melhores impressões. Numa conversa cordial e franca, envolvendo representantes de entidades do segmento farmacêutico e membros de sua assessoria, o Ministro mostrou-se disposto a enfrentar os grandes gargalos da saúde, elencando alguns pontos prioritários.

De nossa parte, apresentamos o pleito da redução da carga tributária sobre medicamentos. O Brasil, como se sabe, ostenta o nada honroso posto de país que mais taxa medicamentos no mundo: nada menos do que 34% do valor são impostos federais e estaduais. Um descalabro, quando comparamos essa alta taxação com impostos sobre outros produtos nacionais: enquanto o ICMS de medicamentos varia de 17% a 19%, encontramos 1,5% de impostos em diamantes e esmeraldas, 7% para cavalo puro sangue, 4% para helicópteros e 12% para veículos. Há ainda a cesta básica de alimentos, com alíquota de 7%.

Aproveitamos a oportunidade para entregar ao Dr. Alexandre Padilha o resultado da campanha a favor da redução dos impostos de medicamentos, realizada pela Abrafarma, e que reuniu 3.644.737 assinaturas em 10 Estados. O Ministro assumiu o compromisso de levar a bandeira da redução de impostos adiante. E para que ele, dentre tantos desafios, não esqueça do tema, entregamos, além da reprodução do 1o. e último caderno de assinaturas, uma foto do volume de assinaturas recolhidas.  

Na edição do hoje do Jornal Folha de São Paulo o Ministro fala de seus enormes desafios na área.  Nossa torcida sincera é a de que ele tenha fôlego suficiente para mudar o panorama da área de Saúde em nosso País. Sucesso, Ministro!

Clique aqui para ler sua entrevista.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/861108-ministro-quer-recursos-fixos-para-a-saude.shtml

 
   
   

Antibióticos: Um desastre anunciado?

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 24.11.10 às 11:50h  
   

 
   

No próximo domingo, dia 28/Novembro, a população brasileira estará submetida à exigência, por parte da RDC 44/10, da retenção de receita de medicamentos antimicrobianos. Como afirmamos antes, é uma medida que pode vir trazer impactos negativos à população brasileira. 

Diversas entidades, como a Abrafarma, Abcfarma, Conselho Federal de Odontologia (CFO), Conselho Federal de Farmácia (CFF), Federações de Comércio e outras têm manifestado à Anvisa preocupação quanto à inexistência de médicos e ao péssimo acesso ao sistema de saúde.   

Até o momento não vimos, por parte da Anvisa, qualquer preocupação com esta situação. 

Há um ditado popular de que "uma imagem vale mais do que 1.000 palavras". Pois ontem, dia 23, o Programa Profissão Repórter, da Rede Globo, escancarou em rede nacional o descalabro que ocorre nos corredores e emergências em hospitais públicos de todo o País.  

Como afirmamos anteriormente as farmácias terão de adaptar seus sistemas, registrar os produtos, e reter a 1ª. via da receita médica. Mas e o usuário, que deve ser o centro disso tudo, como fica? O problema do acesso no País continua não resolvido! E apenas para que não nos esqueçamos:  bactérias não tratadas também progridem, agravam o estado de saúde, levam a óbito. É bom que registremos os números atuais. Não será  surpresa se os casos de “super-bactérias” explodam no futuro por falta do tratamento básico anterior. Daí veremos se a medida terá sido, dadas as condições atuais de acesso, um acerto ou um desastre.

 
   
   

FRACIONAMENTO x RASTREABILIDADE: INCOMPATÍVEIS PELA PRÓPRIA NATUREZA

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 08.11.10 às 10:10h  
   

Mais uma vez, na última sexta-feira, dia 05/Outubro, voltou à tona o assunto sobre a baixa quantidade de embalagens de medicamentos fracionados existentes no mercado. Referimo-nos à campanha divulgada pela Associação Pro Teste e pelo Instituto ETHOS, desconectada da realidade, e na contramão de todo o esforço brasileiro em tornar a embalagem do medicamento mais segura e rastreável.

Já abordamos esse tema em posts anteriores. A possibilidade de implantação do fracionamento já está superada pela própria realidade do aumento alarmante de crimes envolvendo medicamentos. No mundo inteiro, o grande desafio tem sido o combate à falsificação e roubo desses produtos, e isso não tem sido diferente em nosso País.

Com estatísticas alarmantes sobre falsificação e roubo de medicamentos, dando conta de que mais de 300 toneladas de medicamentos falsos são apreendidos por ano no país, o Brasil inicia um processo de encontrar uma solução para este grave problema: é a rastreabilidade de medicamentos. Este projeto, inclusive, foi alvo da Instrução Normativa 11/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União no dia 03 de novembro. Segundo a normativa recém-publicada, em até 01 ano, todas as embalagens de medicamentos produzidos e comercializados no Brasil contarão com um selo produzido pela Casa da Moeda, passando a ser rastreáveis e teoricamente mais seguros.

Ocorre que as novas medidas de segurança são absolutamente incompatíveis com o fracionamento, POIS FOCAM NA GARANTIA DA EMBALAGEM FECHADA. Ao obrigar que o farmacêutico abra a embalagem original e entregue os comprimidos em pequenas embalagens fracionadas, quebra-se todo o ciclo de segurança pretendido, e o próprio selo a ser implantado pela Casa da Moeda, perde sua eficácia. É praticamente impossível rastrear as pequenas unidades depois de fracionadas, nem mesmo garantir sua legitimidade.

Defender o outro lado da moeda, o de medicamentos sem selo e fracionados, é abrir a porta para o surgimento de um novo tipo de crime: o medicamento passará a ser fracionado pelos bandidos já na origem, sendo importados já “prontos para venda”. As quadrilhas especializadas em roubo de cargas incluirão uma fase adicional em seu processo: o “pré-fracionamento” nos esconderijos. O suposto benefício econômico da compra de quantidade menor de cápsulas e comprimidos perde todo o sentido frente à falsificação e roubo de medicamentos.

 
   
   

Antibióticos e a grave questão do acesso

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 03.11.10 às 12:15h  
   

 
   

No último dia 28/Outubro o Diário Oficial publicou a RDC 44/10, da Anvisa, que define a retenção de receitas de medicamentos antimicrobianos. Acerca da medida, publicamos, no dia seguinte, 29/10, comentários fazendo um contraponto entre a provável correção da medida, mas da conseqüente injustiça com os usuários. Sim, injustiça, pois a medida ignora a realidade que vivemos no Brasil: um País com graves problemas de acesso ao prescritor e ao sistema de saúde, seja público ou privado.

Infelizmente ainda temos ouvido poucas vozes acerca do tema – provavelmente em razão da “ressaca” natural pós-eleições presidenciais.  Mas ainda na sexta-feira tive a satisfação de perceber, nas palavras do Presidente do CFF (Conselho Federal de Farmácia), Dr. Jaldo de Souza Santos, entendimento parecido. Segundo ele “O Governo teria primeiro que organizar o setor de saúde para, assim, garantir aos pacientes o acesso ao médico e à receita. Só depois, ele restringiria a venda de antimicrobianos, mediante a apresentação e retenção da receita, nas farmácias e drogarias”.

E você, o que pensa a respeito?

Leia logo abaixo meu primeiro post sobre o assunto, inclusive com alguns dados acerca da falta de acesso.

Leia também aqui a matéria do Presidente do CFF.

 
   
   

Antibióticos: medida correta, mas justa?

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 29.10.10 às 12:40h  
   

No dia de ontem o Diário Oficial publicou a RDC 44/10, da Anvisa, que define a retenção de receitas de medicamentos antimicrobianos. A medida vem embalada nas recentes matérias divulgadas pela mídia acerca das chamadas “super-bactérias”, que proliferam em ambiente hospitalar.

A medida da Anvisa, sob o ponto de vista técnico, parece correta. Há grande desconfiança de que as “super-bactérias” sejam decorrência do aumento indiscriminado do uso de antimicrobianos. E isso no mundo inteiro, não só no Brasil. Mas a causa do problema não é a venda sem receita x com receita. Mesmo em países onde há bom acesso ao sistema de saúde, e por conseqüência, prescrições médicas, há casos em ambiente hospitalar de bactérias cada vez mais fortes que são resistentes aos medicamentos.

Como afirmei antes, a medida parece correta, mas temo que não seja justa com o paciente. Isso em razão de que a medida parte do pressuposto de que o sistema de saúde é acessível, só que isso está muito longe de ser verdade, bem sabemos. A realidade é de que ainda há 1.606 municípios sem nenhum hospital público, ou seja, 30% do País. Em 1.000 municípios, só há médico em um único dia por mês. E em 455 deles, não há profissional dessa categoria em NENHUM dia do ano.  

Mesmo nas grandes cidades, sabemos que não é fácil o acesso ao médico no sistema público. Segundo pesquisas qualitativas realizadas semestralmente pela SECOM / Palácio do Planalto, a saúde costuma ser citada como o maior problema do País, com 36% de citações. 41% das pessoas consideram “Ruim/péssimo” os hospitais públicos e postos de saúde.  E 71,8% dos respondentes afirmam isso com base na experiência pessoal de utilização do sistema. E no sistema privado, a realidade, um pouco melhor, também deixa a desejar: o usuário só pode realizar nova consulta após 30 dias da anterior.

Sendo assim, as farmácias terão de adaptar seus sistemas, registrar os produtos, e reter a 1ª. via da receita médica. Mas e o usuário, que deve ser o centro disso tudo, como fica? Em menos de trinta dias será resolvido o problema do acesso no País? E apenas para que não nos esqueçamos:  bactérias não tratadas também progridem, agravam o estado de saúde, levam a óbito. É bom que registremos os números atuais. Não será  surpresa se os casos de “super-bactérias” explodam no futuro por falta do tratamento básico anterior. Daí veremos se a medida terá sido, dadas as condições atuais de acesso, um acerto ou um desastre.

 
   
   

Decisão do STJ representa vitória parcial do consumidor

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 22.09.10 às 16:10h  
   

Por 15 votos a zero, a Corte Especial – órgão máximo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – confirmou a liberação da venda de produtos de conveniência nas farmácias e drogarias das redes associadas à Abrafarma. O julgamento havia se realizado dia 29/Junho, mas o resultado (Acórdão) só foi publicado na última  sexta-feira, dia 17 de setembro. A decisão mantém o entendimento do vice-presidente do STJ, Ministro Ari Pargendler, e a ação judicial concedida à Abrafarma - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias pelo MM Juiz da 5ª Vara Federal de Brasília.  

Com essa decisão do STJ, as farmácias não precisam seguir a lista de produtos publicada pela Anvisa, que pretendia restringir as atividades dos estabelecimentos em todo país, proibindo venda de produtos como barra de cereais, refrigerantes, matinais, bem como a prestação de serviços de pagamento de contas ou recarga de telefone celular. Em pesquisa realizada pelo IBOPE para a Abrafarma, 73% da população se manifestou contrária a tais proibições. 

A decisão preserva, entretanto, o parecer anterior de que os medicamentos sem necessidade de receita médica têm de ficar atrás do balcão, fora do alcance do consumidor. Tem-se então uma vitória apenas parcial da população, que tem o seu direito de comparar medicamentos isentos de prescrição, incluindo preços e composições, prejudicado.

Veja aqui o voto do Ministro e o acórdão.

 
   
   

Conar questiona legalidade de atos da Anvisa

 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 02.08.10 às 12:30h  
   

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo de ontem, 01 de Agosto, o Presidente do CONAR, Gilberto Leifert, considera que as iniciativas da Anvisa de restringir a publicidade de bebidas, alimentos e medicamentos são autoritárias e inconstitucionais.  

As três tentativas de regulação foram questionadas pelo órgão, que solicitou à AGU – Advocacia Geral da União – posicionamento a respeito. Nos três casos a AGU reiterou que a liberdade de expressão comercial é uma garantia constitucional, e só o Congresso Nacional pode legislar sobre a propaganda de tais produtos, opinando que a Anvisa deveria suspender imediatamente suas RDCs.

No caso de medicamentos, as entidades atingidas tiveram de acionar a Justiça para que as empresas representadas não estejam sujeitas às decisões da Agência, que restringiu a publicidade ao público leigo.

O que mais espanta é a manutenção da ilegalidade. A RDC 96, de publicidade de medicamentos, publicada em Dezembro de 2008, continua a gerar multas, e impor condições absolutamente ilegais às empresas instaladas no País. A Anvisa simplesmente manteve sua resolução, ignorando a instrução da AGU. Tornou-se explicíta a afronta às leis - algo impensável numa democracia e no Estado de Direito.

Leia aqui a entrevista do Presidente do Conar.

 
   
   
Fracionamento de medicamentos  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 26.07.10 às 17:30h  
   

Em interessante artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo de hoje, 26 de Julho, o empresário Ronaldo de Carvalho, Presidente do Conselho da Drogaria São Paulo, uma das redes fundadoras da Abrafarma, chama a atenção do País para a questão do fracionamento de medicamentos. Sua análise lança novas luzes sobre um tema importante e que a sociedade brasileira tem de debater com cuidado.

Em artigo publicado no jornal Brasil Econômico em Abril passado, levantamos alguns pontos sobre o assunto, principalmente a contradição de aprovarmos uma lei no Brasil ao mesmo tempo em que muitos países discutem regras mais duras para as embalagens secundárias como uma resposta ao avanço da falsificação e roubo de medicamentos – um grave problema de saúde pública, de preocupação mundial.

Aprovar o fracionamento de medicamentos, que na teoria visaria inibir riscos de “sobras” de medicamentos contidos na “farmacinha” caseira, além de uma não provada economia para o consumidor, jogaria por terra o combate à fraude e à falsificação. Não é possível rastrear embalagens primárias – fracioná-las é um risco a mais num sistema de controle já frágil.

Forme seu próprio juízo de valor. Leia aqui o interessante artigo do Ronaldo de Carvalho.

E se quiser também dar uma olhada no artigo que publicamos no Jornal Brasil Econômico, clique aqui.

 
   
   
Prescrição Farmacêutica: O Brasil se prepara para dar mais um passo pra trás  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 10.06.10 às 16:02h  

 

 

Segundo informações do site do Conselho Federal de Farmácia (CFF), aquele órgão pretende aprovar agora em Junho uma resolução que obrigue o paciente a receber uma “prescrição farmacêutica” para os Medicamentos Isentos de Prescrição Médica (MIPs). Na prática, ao tentar comprar um simples analgésico ou um descongestionante nasal, o farmacêutico deverá emitir uma prescrição por escrito, ou poderá negar a venda ao consumidor depois de preencher uma ficha de atendimento farmacêutico.  

Trata-se de uma evidente manobra corporativista do CFF que, sem passar pelo Congresso Nacional, pretende criar uma nova categoria de medicamentos: a dos “medicamentos isentos de prescrição COM prescrição”. É isso mesmo que você leu !

Segundo os farmacêuticos que defendem tal “avanço”, a “prescrição farmacêutica” qualificará o uso dos medicamentos isentos de prescrição médica, gerando “segurança para os pacientes”, além de proteger contra possíveis interações medicamentosas e reações adversas. Ocorre que não há insegurança alguma no uso desse tipo de medicamento. Os dados que citam algum tipo de intoxicação de medicamentos, por sinal menos de 600 casos no ano passado classificados como auto-medicação pelo Sinitox, não citam medicamentos isentos de prescrição. Na verdade, isso é mais uma tentativa de cercear os direitos do cidadão. Se aprovada tal idéia, a censura estará definitivamente implantada, e tudo isso aprovado num colegiado de menos de 30 pessoas.

PS  - No último dia 20 de Maio, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sancionou a Lei Estadual nº 5.726 autorizando todas as farmácias e drogarias do estado fluminense a manter os medicamentos isentos de prescrição médica ao alcance do consumidor.  A lei anula os efeitos, naquele Estado, da Instrução Normativa 10 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em vigor desde fevereiro último.

 
   
   
EUA x Brasil: adivinhe onde é mais caro?  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 10.05.10 às 11:25h  
   

Em interessante artigo publicado no último dia 03 de Maio no Jornal Valor Econômico, o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor do livro “A Cabeça do Brasileiro”, relata uma experiência pessoal de compra de produtos de higiene e beleza numa grande rede em New York e outra em São Paulo. Apesar de pagar um pouco mais pelos mesmos produtos na rede norte-americana, ele traça um paralelo entre os dois países e chega à seguinte conclusão: nós pagamos muito mais, proporcionalmente à renda, pelos mesmos produtos aqui no Brasil.

É verdade. E em seu artigo o próprio articulista dá pistas acerca do motivo de tal disparate.

Se analisarmos o Balanço publicado de uma grande rede norte-americana e outra brasileira, veremos que os custos administrativos, aluguel, marketing etc são bem parecidos. O que desequilibra mesmo o jogo é o chamado “custo Brasil: a elevadíssima carga tributária média de 40% e os encargos sociais que envolvem uma operação em nosso País.

A comparação do sociólogo se deu em produtos de higiene e beleza. Pior ainda é o que acontece em medicamentos: estes continuam a ser considerados como bens supérfluos por aqui! Somente de ICMS, o principal imposto, o consumidor paga entre 17% e 19% sobre o preço final. É um escândalo que o mesmo ICMS sobre diamantes e esmeraldas seja 0%,  sobre helicópteros seja 4% e  sobre cavalos puro-sangue seja  de apenas 7%. Uma absurda inversão de valores contra a qual temos de lutar sempre.

Veja aqui o artigo publico no Jornal Valor Econômico.

 
   
   
STJ libera a venda de produtos de conveniência  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 03.05.10 às 12:40h  
   

Em decisão proferida na tarde de ontem, 03 de Maio, o vice-presidente do STJ, Ministro Ari Pargendler, decidiu acatar recurso da ABRAFARMA e FEBRAFAR e manter a decisão judicial liminar concedida à entidade pelo MM Juiz da 5ª. Vara Federal de Brasília.  

O Ministro, que havia cassado a liminar duas semanas atrás, reconhece que a discussão se dá no campo da legalidade ou não das medidas da ANVISA, e mantém a liminar que permite a venda de produtos de conveniência nas farmácias e drogarias associadas em todo o País. A decisão do Ministro mantém, entretanto,  seu entendimento anterior de que os medicamentos que não precisam de receita médica têm de ficar atrás do balcão, fora do alcance do consumidor.  

A matéria ainda está em fase de Agravo Regimental no próprio STJ, mas na prática a venda dos produtos de conveniências já está liberada, independente da decisão da Corte Especial. Caso os Ministros daquele órgão mantenham a decisão do Ministro Pargendler, os produtos de conveniência continuam liberados. E na hipótese de a Corte Especial – órgão máximo do STJ – cassar a decisão do Ministro, os medicamentos também voltarão a ser liberados para venda em gôndolas. O Agravo Regimental será apreciado na sessão do dia 19 de Maio próximo.

O Ministro vice-presidente do STJ reconhece também que as leis estaduais que permitem a venda de produtos de conveniência estão em vigor, e que as farmácias não ficarão proibidas de comercializar produtos de conveniência. Já há, no Brasil, pelo menos 20 leis estaduais e municipais que regulam a questão – e todas são superiores às definições da Anvisa. Assim, ele decidiu aguardar o desfecho dos recursos judiciais em andamento. 

Conclusão dessa nova etapa: A decisão do STJ respeita a legislação vigente nos Estados, respeita o andamento do processo judicial e, principalmente, dá ao consumidor brasileiro a chance de ter uma farmácia que atenda aos anseios da população: 73% das pessoas ouvidas pelo IBOPE disseram não à proposta da Anvisa.

Confira aqui a nova decisão do STJ.
 

 
   
Faltam médicos e por conseqüência receitas médicas  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 22.04.10 às 17:05h  
   

Matéria do Programa Fantástico da Rede Globo exibida no último domingo, dia 16/Abril, exibiu uma cena comum: a falta de médicos nos hospitais. Esse é o Brasil de verdade.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais apontaram, em estudo recente, que a população de 455 municípios do Brasil não tem acesso a nenhum médico na rede pública de saúde EM NENHUM DIA DO ANO. Em cerca de 1.000 municípios há médico em média SOMENTE UMA VEZ POR MÊS.

Pra deixar claro: 30% dos municípios brasileiros têm grave problema de acesso a profissional médico, e por conseqüência, a tratamento e receitas de medicamentos.

O problema não se resume à Região Norte, geralmente mais carente, onde o percentual de cidades que não possuem nenhum médico em sua estrutura de saúde chega a 25,7%. Em 25,5% dos municípios do Sul e 24,4% do Sudeste também não há médicos.

No PSF (Programa de Saúde da Família), 35% dos municípios brasileiros continuam sem atendimento algum.

Levanto esse tema em razão da recorrência em se colocar a culpa nas farmácias e drogarias pela venda de medicamentos sem receitas. Na verdade falta acesso. E é muito simplório, pra não dizer vexatório, alguém falar que esse é um problema do varejo, como vemos sempre por aí. É um problema de gestão pública. E de todos nós, sociedade brasileira.

Veja aqui a matéria do Fantástico.

 
   
   
A realidade escancarada na tv  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 19.04.10 às 15:55h  
   

 
   

O Programa Fantástico de ontem, 18/Abril, da Rede Globo, apresentou longa matéria especial sobre pagamento de comissões em Farmácias de Manipulação. Aliás a reportagem começa com uma pergunta: “Você iria a um médico sabendo que ele recebe da farmácia 30% do que prescreve ao paciente?”. Ainda segundo o programa, eles estavam mostrando “situações que já foram muito faladas, mas que até hoje não tinham sido mostradas”.  

A reportagem investigativa, preparada durante mais de dois meses nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador, jogou luz sobre um tema que todo mundo sabe, mas ao mesmo tempo muita gente finge que não existe: é notório o relacionamento mais que antiético praticado por milhares de farmácias de manipulação com médicos em todo o País. E no cerne da questão estão profissionais Farmacêuticos – os mesmos que pululam conselhos regionais, e que se arvoram defensores da ética e acima do bem e do mal.  

Há ainda muitas questões mal explicadas nessa área – que vão desde a origem e qualidade das matérias primas ao recolhimento das obrigações fiscais.  

É óbvio que há também muita gente séria no ramo. Eu diria que muito mais gente honesta do que desonesta. Mas choca a todos ver tamanha prova de crime exibida no horário nobre da tv. 

Confira a matéria aqui e tire suas próprias conclusões.

 
   
   
Abrafarma no Fala Sério  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 12.04.10 às 16:55h  
   

 
   

O programa Fala Sério, conduzido pela jornalista Salete Lemos, exibe, nesta segunda, dia 12/Abril, um debate entre representante da Abrafarma e do Conselho Federal de Farmácia sobre as recentes medidas da Anvisa e outros assuntos, como acesso a medicamentos, presença do farmacêutico na farmácia, fiscalização e preços de remédios

O programa de quase uma hora de duração seria exibido segunda passada e foi postergado para hoje. Há momentos de debates acalorados. Como sempre, o discurso ideológico mercado x saúde veio à tona. As posições das duas entidades, convergentes em poucos momentos, estão explicitadas claramente. Confira.


Segunda, dia 12/Abril, às 23h, da CNT. Em São Paulo (Canal 12 da NET ).

Confira
aqui qual o canal de retransmissão em sua cidade

 
   
   
Rastreabilidade x fracionamento de medicamento
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 09.04.10 às 12:50h  
   

 
   

Não raro temos visto, em assuntos que referem ao segmento farmacêutico, debates e propostas opostas, muitas vezes contraditórias. É o que acontece nesse momento. Ao mesmo tempo em que se discutem definições quanto ao modelo de rastreabilidade que será adotado no Brasil, a imprensa retoma a discussão do fracionamento de medicamentos.

A rastreabilidade visa a embalagem secundária, e é uma resposta ao grave problema da falsificação e roubo de medicamentos – somente em 2009 mais de 300 toneladas de medicamentos falsos ou inaptos para consumo foram apreendidos no Brasil. É um grave problema de saúde pública, de preocupação mundial.

Do outro lado, temos o fracionamento de medicamentos, que na teoria visaria inibir riscos de “sobras” de medicamentos contidos na “farmacinha” caseira, além de uma não provada economia para o consumidor.

O problema é que os dois temas são absolutamente excludentes. Não é possível rastrear embalagens primárias – fracioná-las é um risco a mais num sistema de controle já frágil.

Saiba mais sobre o assunto em artigo que publicamos no Jornal Brasil Econômico.

Confira aqui!

 
   
   
Carga Tributária de Medicamentos - Brasil x Portugal  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 07.04.10 às 12:02h  
   

 
   

Ontem citamos a interessante matéria do Jornal Nacional de quinta-feira, dia 01/Abril sobre a alta carga tributária de medicamentos. Se você não viu, clique aqui. Na mesma edição, além de alertar que é carga tributária brasileira (33,9%) é a maior do mundo sobre um bem tão essencial, uma segunda matéria do telejornal comparou a realidade brasileira e portuguesa – inclusive citando preços dos mesmos produtos aqui e lá.

Diferente do Brasil, os usuários portugueses pagam um imposto único sobre remédios, e bem menos que aqui. Medicamentos lá são considerados produtos essenciais.

Confira aqui a comparação realizada pelo Jornal Nacional.

 
   
   
Impostos de Medicamentos no Jornal Nacional
 

 
Por Sérgio Mena Barreto – 06.04.10 às 10:24h  
   

 
   

Em sua edição da última quinta-feira, dia 01/Abril, o Jornal Nacional veiculou uma interessante matéria acerca da alta carga tributária (33,9% ) sobre medicamentos no Brasil.

Para se ter uma idéia de tamanho absurdo, o ICMS de medicamentos, que varia de 17% a 19%, é maior do que o ICMS de veículos (12%), diamantes e esmeraldas (0%), cavalos de raça (7%), aeronaves, bichos de pelúcia, flores e muitos outros produtos não essenciais. 

Há vários anos a Abrafarma tem chamado a atenção da sociedade brasileira para esta grave distorção existente em nosso País. Dois anos atrás realizamos uma campanha de coleta de assinaturas contra a carga abusiva de impostos sobre medicamentos, um produto essencial ao ser humano. Na ocasião reunimos 3.644.737 assinaturas, entregues ao Governo Federal, Governadores e Congresso Nacional.

Até o momento, nossos governantes se mostram surdos ao clamor da população. É por isso que matérias inteligentes como a veiculada pelo Jornal Nacional são fundamentais para a construção de uma opinião de todos a respeito. Nota 10 de jornalismo. E um alerta importante para a necessidade urgente de mudanças nessa área.

Confira aqui a matéria do Jornal Nacional. Foi replicada também na Globo News

 
   
   
Abrafarma no Fala Sério  

 
Por Sérgio Mena Barreto – 05.04.10 às 08:23  
   

 
   
O programa Fala Sério, conduzido pela jornalista Salete Lemos, exibe, nesta segunda, dia 05/Abril, um debate entre representante da Abrafarma e do Conselho Federal de Farmácia sobre as recentes medidas da Anvisa e outros assuntos, como acesso a medicamentos, presença do farmacêutico na farmácia, fiscalização e preços de remédios.
No programa de quase uma hora de duração, há momento de debates acalorados. Como sempre, o discurso ideológico mercado x saúde veio à tona. As posições das duas entidades, convergentes em poucos momentos, estão explicitadas claramente. Confira.
Segunda, dia 05/Abril, às 23h, da CNT. Em São Paulo (Canal 12 da NET ).
Confira aqui qual o canal de retransmissão em sua cidade.