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Fonte: Valor Econômico – SP
De São Paulo
A Pague Menos está em estágio final de negociações com a KPMG, que começará a fazer a auditoria dos balanços da empresa, uma sociedade anônima de capital fechado (sem ações em bolsa).
Francisco Deusmar de Queirós, dono da maior rede de farmácias do país, também contratou outra firma de consultoria, a Ernst & Young, que fará um projeto de governança corporativa para a companhia. Queirós, cujo quatro filhos trabalham na varejista,cogita abrir o capital da Pague Menos no futuro, embora essa perspectiva tenha se tomado mais difícil com os recentes acontecimentos.
O empresário avalia que a associação com um fundo de private equity também é uma alternativa promissora. No passado, Queirós chegou manter conversações com a AlG, que veio a ser uma das maiores vítimas da crise das hipotecas americanas.
Para muitos empresários brasileiros, o mercado de capitais é algo novo e desconhecido. Mas não para, Deusmar, como é conhecido o dono da Pague Menos. Antes de tomar decisão de ser empreendedor no setor de varejo, o empresário cearense foi um dos desbravadores do mercado de capitais no Brasil, em particular no Nordeste.
Em 1976, Deusmar, diplomado em economia, fundou no Ceará a Bolsa de Valores Regional do Nordeste e criou a Pax, corretora de va10res que existe até hoje. Em 2004, quando a bolsa fundiu-se à Bovespa, o empresário comprou um título na bolsa de São Paulo por R$ 400 mil em 10 parcelas. Com certeza, esse foi o melhor negócio de sua vida. Quando a Bovespa abriu o capital, a participação de Deusmar na Bovespa valia nada menos que 21 milhões.
O empresário vendeu metade das suas ações na época. A outra parte, diz, ainda continua com ele. (CF) |



