Fonte: Gazeta
Merncantil - SP
SÃO PAULO, 3 de
outubro de 2008 -
Com o faturamento de
R$ 1,29 bilhão
registrado em 2007 a
cearense Pague Menos
assumiu a liderança
do ranking da
Associação
Brasileira de Redes
de Farmácias e
Drogarias (Abrafarma).
O proprietário,
Deusmar de Queirós,
comemora o
resultado, mas quer
mais do que isso.
Com o crescimento
médio de 20% em
faturamento que vem
mantendo nos últimos
anos e a abertura de
20 lojas por ano,
quer chegar a 2012
com uma participação
de mercado de 10% (o
dobro da atual), uma
empresa de 380
unidades espalhadas
em 130 cidades e
preparada para a
abertura de capital.
A S.A. de capital
fechado e 27 anos de
operação tem a maior
presença geográfica
do setor: 24 estados
e Distrito Federal.
Em 15 dias vai abrir
uma unidade no Acre
e só não está
presente em Roraima
e no Amapá por uma
questão de
logística, segundo
Queirós. "Não há
muita
disponibilidade de
vôos para esses
Estados, o que
impossibilita o
abastecimento de
lojas", afirma.
A empresa acaba de
investir R$ 30
milhões em um novo
centro de
distribuição em
Fortaleza. Com
inauguração oficial
programada para
dezembro, o CD já
está, no entanto, em
operação desde o
último dia 22.
O novo CD pode
armazenar até 40
milhões de unidades
e tem capacidade
para 15 dias de
estocagem de
mercadorias.
A empresa chegou a
estudar a
possibilidade de
abrir o CD na Grande
São Paulo, mas
chegou à conclusão
que os custos seriam
30% superiores.
"Hoje, seriam ainda
maiores com as
restrições de
trânsito para
caminhões na capital
paulista", diz.
Com 30 mil m de área
construída, quase
quatro vezes maior
que o do CD
anterior, o centro
de distribuição foi
erguido em uma área
de 110 mil m.
É de lá que partem
todos os produtos
vendidos pela rede,
com exceção de
alimentos
perecíveis, cuja
distribuição é feita
pela própria
indústria direto
para as farmácias.
De Belém do Pará à
Bahia, a
distribuição é feita
por uma frota de 100
caminhões, apenas 10
próprios. Para as
regiões Sul,
Sudeste,
Centro-Oeste e
outras cidades do
Norte, a logística
de distribuição é
feita via aérea.
Hoje, das 297 lojas,
229 lojas estão
localizadas no
Nordeste.
O foco do plano de
expansão da
varejista
farmacêutica agora é
o interior de São
Paulo e Minas
Gerais. A
expectativa é que
até 2012, o Sudeste,
que hoje representa
25% do faturamento
da empresa, responda
por 40% de suas
vendas.
Foco em vendas
Filho de
comerciante,
economista por
formação e com
experiência no
mercado financeiro
(é dono da Pax
Corretora), Queirós
é favorável à venda
de produtos não
farmacêuticos em
drogarias, assim
como fazem as redes
nos Estados Unidos.
"Por que não posso
vender uma sandália,
uma toalha?",
questiona. Hoje,
refrigerante, gelo,
sorvete são
encontrados em
algumas de suas
unidades. "Em alguns
lugares, vendemos
por meio de
liminares", diz.
Na média, 75% das
vendas da rede são
de medicamentos e os
outros 25% de não
medicamentos (o que
inclui produtos de
higiene e beleza).
Mas em alguns
lugares, onde não há
pressão forte de
supermercados, a
venda de
não-medicamentos
chega a 40% do
total, segundo o
empresário. "Já
tivemos pressão
grande para vender
cerveja, mas isso
jamais faremos. É
paradoxal já que
somos uma unidade de
saúde", afirma o
diretor financeiro
da rede, Geraldo
Gadelha.
Os preparativos para
a abertura de
capital já foram
iniciados. A partir
do próximo ano a
empresa começa a ser
auditada. O contrato
ainda não está
fechado, mas as
negociações estão
avançadas com a KPMG.
Além disso, a Ernest
Young adequará a
empresa aos
processos de
governança
corporativa.
A Pague Menos é a
única empresa
nordestina a
aparecer na lista
das 21 maiores redes
do Brasil. Da
segunda à quinta
colocação, três
empresas são do
Estado de São Paulo
(São Paulo, Drogasil
e Droga Raia) e uma
do Rio de Janeiro
(Pacheco).
Droga Raia
Esta semana, a rede
Droga Raia, anunciou
a sociedade com a
Pragma Patrimônio e
o GIF II, fundo
gerido pela Gávea
Investimentos. Cada
um comprou 15% de
participação na
empresa. Com aporte
de recursos, o
objetivo é
impulsionar os
planos de
crescimento da
empresa para os
próximos anos.
No final de 2007, a
Droga Raia já havia
protocolado a
abertura de capital
na Comissão de
Valores Mobiliários
(CVM), mas decidiu
interromper o
processo, com as
indefinições do
cenário econômico
mundial.
No ano passado, a
Droga Raia inaugurou
48 lojas, um
incremento de 32%
sobre o total de 150
lojas com que a rede
iniciou 2007. Em
2008, a empresa
inaugurou 45 lojas e
pretende abrir mais
16 até o final do
ano. A empresa
projeta faturar R$
1,1 bilhão este ano,
um crescimento
superior a 35% em
relação a 2007.
(Valéria Serpa Leite
- Gazeta Mercantil)