Fonte: Câmara Municipal
de São Paulo
CPI vai averiguar se
os medicamentos estão sendo vendidos sem que o número do
lote e a data de validade estejam legíveis nas
embalagens
O comércio de
medicamentos na cidade de São Paulo foi pauta da CPI da
COVISA na reunião desta terça-feira (01/06). Os
vereadores Paulo Frange (PTB), Gilberto Natalini (PSDB)
e Milton Ferreira (PPS), que são médicos, condenam a
venda de remédios sem prescrição, processo que é
agravado pelo fácil acesso a esses medicamentos, que
estão dispostos em gôndolas.
Os parlamentares
também acreditam que os medicamentos devem ser retirados
do alcance dos consumidores e levados para trás dos
balcões. A crítica se estende à venda de produtos de
conveniência em farmácia.
Sérgio Mena
Barreto, presidente executivo da Associação
Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma),
informou que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ)
liberou a venda de produtos de conveniência em
farmácias e drogarias. Ele ainda citou vários países
do mundo onde essa comercialização é permitida.
Outro problema
identificado pelos vereadores é a dificuldade para
ler o número de lote e a data de expedição em
algumas caixas de medicamentos. A queixa foi trazida
por Barreto ao justificar os empecilhos que os
farmacêuticos têm ao disponibilizar os dados para
que haja rastreamento dos remédios vendidos.
Renata Mendes
Ritti Dias, subgerente de medicamentos da COVISA,
disse que quem determina as especificações das
informações nas caixas de remédios é a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) . Pedro
Eduardo Menegasso do Conselho Regional de Farmácia
do Estado de São Paulo afirmou que “as embalagens
cujas informações estão ilegíveis podem ser
recusadas pelas farmácias”.
O vereador
Aurélio Miguel (PR), presidente da CPI, criticou a
situação. “O consumidor tem o direito de saber
quando é o vencimento dos remédios, a população não
pode consumir medicamentos vencidos”. Para avaliar o
problema, o vereador afirmou que serão feitas
diligências em farmácias.
A venda
fracionada de comprimidos foi defendida pelo
Conselho Regional de Farmácia do Estado de São
Paulo. “ A vantagem para o consumidor é infinita,
pois há um uso racionalizado, o que torna o
tratamento mais barato.” Segundo Menegasso, a
proposta de venda racionalizada no Brasil foi muito
tímida. “ Por não confiar nas farmácias, a ANVISA
propôs um modelo que não interessou nem à indústria
farmacêutica, nem às farmácias”, disse ele.
Participaram da
CPI os vereadores Police Neto (PSDB); Zelão (PT);
Gilberto Natalini (PSDB); Aurélio Miguel (PR),
presidente; Paulo Frange (PTB); Milton Fereira
(PPS), e Noemi Nonato (PSB)