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Nota de Bolsonaro tenta conter estragos na economia

10 de setembro de 2021
Fonte: Jornal Zero Hora – RS

Foi depois de ouvir do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, que lhe faltava compostura que o presidente Jair Bolsonaro, enfim, fez o primeiro movimento para tentar reduzir o impacto da crise que ajudou a fomentar com seus discursos no 7 de Setembro.

A declaração à nação divulgada às 16h25min de ontem não tem o peso de uma fala ao microfone, mas o remendo surtiu efeito no mercado financeiro. Minutos após a divulgação, a Bolsa, que na véspera caíra quase 4%, subiu e o dólar caiu. O efeito só será duradouro se Bolsonaro levar a nota a sério e mudar o comportamento. O estilo em nada lembra o Bolsonaro da Avenida Paulista, quando chamou o ministro Alexandre de Moraes de canalha, ameaçou descumprir decisões judiciais e admoestou o Supremo Tribunal Federal.

É uma nota polida, quase asséptica, que justifica as manchetes dos principais sites de notícias: Bolsonaro recuou. O texto foi redigido pelo ex-presidente Michel Temer, que vestiu virtualmente o macacão de bombeiro sobre o terno bem cortado. Foi depois de uma conversa entre os dois que o Palácio do Planalto divulgou a nota na qual Bolsonaro diz que nunca teve intenção de agredir quaisquer dos Poderes.

Dos 10 pontos, o 4 é o que mais claramente caracteriza o recuo: "Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum". No item anterior, a nota afirma: "Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de ?esticar a corda?, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia".

Foi isso o que se viu na terça-feira e que pontuou os comentários da maioria absoluta dos analistas: com seus arroubos, Bolsonaro estava agradando os radicais que adoram bravatas e afugentando investidores internos e externos. A alta do dólar e a queda da Bolsa no 8 de setembro falam por si.

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