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RS tem maior adesão à 1ª dose do que vários países europeus

25 de novembro de 2021
Fonte: Jornal Zero Hora – RS

A despeito de iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19 com meses de atraso, a forte cultura de imunização e a existência do Sistema Único de Saúde (SUS) permitiram que o Rio Grande do Sul ultrapassasse, proporcionalmente, o número de pessoas com uma dose de países como Alemanha, França, Estados Unidos, Itália e Reino Unido.

É o que mostra o cruzamento de estatísticas do Our World in Data e do governo do Estado. Hoje, 80,1% de todos os gaúchos receberam a primeira dose contra a covid-19 e 67,4% completaram o esquema vacinal, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS).

Apenas uma dose não é suficiente para proteger contra o coronavírus, sobretudo após a chegada da variante Delta, mas a adesão à primeira injeção é importante porque dá a medida de o quanto uma população está disposta a receber duas doses.

No Brasil, a cobertura é um pouco menor do que a gaúcha: 74,2% de todos habitantes do país receberam a primeira dose e 61,3%, duas doses ou dose única da Janssen - uma adesão ainda alta, mas que inspira atenção em Estados com menor cobertura, como Roraima, Amapá e Pará, onde sequer 60% das pessoas receberam a primeira aplicação.

Estatísticas comprovam uma previsão de especialistas ventilada há meses: apesar das constantes críticas do presidente Jair Bolsonaro, que decidiu não se vacinar contra a covid-19, imunizantes gozam de boa reputação entre brasileiros, herança incrustada na memória social de um povo que viu doenças como o sarampo e a paralisia infantil desaparecem com a chegada de vacinas.

A agilidade do SUS e a experiência de servidores também explicam a grande adesão às vacinas contra o coronavírus, destaca a epidemiologista Anaclaudia Fassa, diretora da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco):

- O SUS explica esse desempenho, junto com toda a história do Brasil em campanhas de vacinação, desde o Zé Gotinha. Temos uma alta confiança da população em relação às vacinas. O SUS é estruturado para fazer a distribuição das vacinas, então, mesmo em contexto de escassez de doses, fomos eficientes em distribuir.

Considerando apenas a população adulta, 95,3% dos gaúchos com 18 anos ou mais receberam a primeira dose, um patamar alto que, no entanto, estagnou há duas semanas.

MARCEL HARTMANN.

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