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Shoppings se preparam para o pós-pandemia, com empresas só de 'delivery', novos serviços ao ar livre

13 de outubro de 2021
Fonte: Jornal O Globo – RJ / Foto : Cléber Junior - Agência O Globo

Tendência inclui integração de vendas físicas e digitais, áreas abertas e presença de clínicas, escolas e espaços de trabalho.

Bruno Rosa e Raphaela Ribas

RIO — As mudanças no consumo trazidas pela pandemia vêm alterando a estratégia de diversos shopping centers e de varejistas Brasil afora. Para atrair um cliente cada vez mais digital e de olho na abertura da economia com o avanço da vacinação, as companhias estão apostando em um novo mix de lojas e serviços que vai além de grifes e restaurantes.

Clínicas de estética e até escritórios virtuais passam a dividir espaço com novas áreas ao ar livre que até então eram usadas como estacionamento.

No shopping do futuro, especialistas em varejo lembram que os empreendimentos comerciais vêm remodelando seus espaços para consolidar o chamado modelo phygital, mesclando a venda no ambiente físico e virtual.

No modelo, lojas e parte do estacionamento são usados como pontos de retirada de produtos; e restaurantes funcionam como centrais de delivery para as vendas feitas por aplicativos. Segundo André Ryfer, diretor da Soul Malls, que administra dez empreendimentos no país, o objetivo é trazer novas soluções para o consumo com a ampliação de uma nova cesta de serviços, o que inclui universidades, escolas de dança, clínicas estéticas e cursos de gastronomia.

— O shopping é a expressão dos hábitos de consumo. Com a pandemia, passamos a investir em áreas abertas nos empreendimentos, que antes funcionavam como estacionamento. Há uma demanda hoje por áreas abertas. Nos locais onde atuamos estamos desenvolvendo espaços abertos — explica Ryfer.

Empresas de entregas

O executivo destaca o avanço da integração com a internet. O Uptown, na Barra da Tijuca passou a contar com empresas que atuam apenas em delivery. O ViaParque, do mesmo grupo, usou parte do seu estacionamento a céu aberto e criou uma nova área de convívio com novas lojas:

— Muitos dos nossos empreendimentos passaram a atrair empresas com foco em delivery por estarem no centro de bairros com localização privilegiada.

Outback cria marca

Esse modelo integrado também virou aposta do grupo Bloomin’Brands, dono da rede Outback. Segundo Pierre Berenstein, presidente do grupo, a pandemia acelerou diversas tendências, como a integração com o digital. Ele cita a criação de uma nova marca com foco em delivery, o Aussie Grill:

— Usamos as cozinhas do Outback como hub para a expansão dessa nova marca. Assim, o Aussie Grill está nos principais shoppings apenas de forma virtual e em ótimas localizações. Já são 70 e vamos abrir mais quatro até o fim do ano — disse Berenstein.

O executivo disse ainda que a companhia vai lançar em breve um novo modelo de loja física para o Outback, com mais luminosidade:

— É um novo conceito após o período de pandemia.

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