Com aumento nos casos de Covid-19, sobe nº de atendimentos e testes rápidos nas farmácias do AC

Fonte: Portal G1.com - AC

 

Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos, Isabela Sobrinho, disse que aumento ocorreu tanto em farmácias públicas como privadas.

Por Alcinete Gadelha, G1 AC — Rio Branco

 

Com aumento dos número de casos de Covid-19 no Acre, nos últimos dias, o movimento nas farmácias de Rio Branco também cresceu com a busca por medicamentos que podem auxiliar no tratamento da doença, como também por aqueles que servem no tratamento de doenças que compõem o grupo de risco.

 

A presidente do Sindicato dos Farmacêuticos no Acre (Sindfarc), Isalbela Sobrinho, diz que não é possível falar em números, mas diz que foi sentido o aumento tanto nas farmácias públicas como privadas.

 

O Acre já registrou mais de 31,7 mil casos de Covid-19, até a segunda-feira (9), segundo dados do boletim diário da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). O número de óbitos é de 701.

 

“Tanto as públicas quanto nas privadas, a gente sente o aumento e também o número de casos resolvidos por causa dos medicamentos. Porque, como as pessoas sentem os sintomas e elas detectam rápido, já começam a tomar o medicamento, ou então vão ao posto de saúde e conseguem o receituário, principalmente o antibiótico e elas já vão tomando o medicamento até sair o resultado [do exame]”, afirma.

 

Isabela diz que a busca das pessoas com o aumento de casos tanto é em relação aqueles que sentiram sintomas como também daqueles que têm medo que falte a medicação, então, buscam fazer kits, caso haja a necessidade.

 

“As pessoas não ficam esperando sair o resultado, até porque eles confiam mais no swab, do que no teste rápido e como o swab tem um período, você tem que aguardar cinco dias, e não tem como deixar agravar. Quando sai o resultado, eles já estão uma fase mais convalescente, melhorando”, acrescenta.

Ana Fischer é gerente de uma farmácia em Rio Branco e disse que em uma análise feita em apenas um dia já constatou o aumento na procura por medicamentos como Ivermectina, azitromicina entre outros.

 

“Apenas em hoje pela manhã, analisando as vendas, de oito que abriu, seis tinham produtos que são para Covid-19. Então, já está havendo aumento nas demandas desses medicamentos”, conta.

O movimento de pessoas, ela também disse que está bem diferente do mês anterior.

 

Busca por atendimento

Dados dos boletins divulgados pela Sesacre apontam que os casos confirmados de Covid-19 em 24 horas saltaram de 10, no último dia 4 de outubro, para 256 no dia 4 de novembro. As internações também têm apresentado aumento, subindo de 119 no dia 9 de outubro para 166 nessa segunda-feira (9).

 

Outro dado preocupante é com relação à procura por atendimento de pessoas com sintomas da Covid-19 no principal hospital de referência na capital acreana, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into).

 

A gerente de assistência da unidade, Clícia Santos informou ao G1 que, nas últimas duas semanas, os atendimentos têm aumentado de forma significativa. Segundo ela, o número saltou de 80 para 240 atendimentos por dia. Somente nessa segunda-feira (9) foram atendidas 274 pessoas com sintomas da doença.

 

Grupo de risco se cuida mais

Desde o início da pandemia, a representante dos farmacêuticos Isabela pontua que pessoas que fazem parte do grupo de risco também têm cuidado mais da medicação específica.

 

“Na prefeitura e no estado têm os programas que atendem pacientes renais, os hepatopatas e essas pessoas vêm retirando seus medicamentos, inclusive, o prazo da receita deles aumentou. Antes era de três meses, mas, na pandemia foi aumentada para seis meses a validade da receita. Então, eles têm mandado familiares para pegar a medicação que ajuda nesse tratamento”, ressalta.

 

Apesar de os casos ainda não terem chegado aos números de quando foi registrado o pico da doença muita gente procura a medicação por medo.

“Porque as pessoas têm o medo que falte e você sabe que as pessoas se automedicam muito. Elas vêm na TV e viu que aumentaram os casos e vão fazer o kit porque tem medicamento que não precisa de receituário, e, eles vão atrás de montar para ter. A procura é muito por desespero também”, pontua.

Testes

Além da medicação que pode ser adquirida nas farmácias, as pessoas também procuram estes locais para realizar o teste rápido que é disponibilizado em algumas delas.

 

João Victor Braz, presidente do Conselho de Farmácias do Acre, disse que, apesar de algumas farmácias não terem sentido o reflexo de um aumento si, muitas delas também são procuradas para realização de testes rápidos.

 

“O que nós fazemos, hoje, é o teste rápido que auxilia no diagnóstico, mas é claro que necessita que depois desse teste, a pessoa que tiver um resultado positivo, ela tem que procurar o médico para tomar as providências cabíveis”, diz.

 

Nas farmácias são feitos os testes de IgM e IgG que atesta se a pessoa já teve contato com o vírus ou se está com o vírus naquele momento.

 

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