SOBRE A ABRAFARMA

EVENTOS 
INFORMAÇÕES
CONTATOS
ABRAFARMA - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias
© 2019 Abrafarma. Todos os direitos reservados.

Fonte: Jornal O Globo – Rio de Janeiro

 

Estudo detalhado no ‘Fantástico’ mostrou que terapeuta de SP estaria por trás de algumas notícias falsas relativas à imunização

Um estudo inédito mapeou o alcance das informações falsas sob revacina sequem estaria por trás delas, mostrou reportagem do“Fantástico” de ontem. Segundo a pesquisa, encomendada ao Ibope pela Avaaz, ONG de mobilização social, e pela Sociedade Brasileira de Imunizações, sete em cada dez brasileiros ouvidos afirmaram já ter acreditado em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.

O levantamento aponta ainda que 57% dos que não se vacinaram citaram um motivo relacionado à desinformação. E quase metade (48%) dos 2.002 entrevistados em todo o país falaram que têm redes sociais e aplicativos como uma das principais fontes de informação sobre vacina.

—Nãoé exagero nenhuma gente falar que existe uma epidemia de desinformação no Brasil sob revacinas—afirma Nana Queiroz, coordenadora de campanhas da Ava az.

A pesquisa analisou 30 “fake news” que circulam no

Brasil, com conteúdos que postulam que “o governo usa vacina como método de esterilização” e “vacinas podem sobrecarregar o sistema imunológico das crianças”. Só no Facebook, elas tiveram mais de 23 milhões de visualizações. Nana conta que, a cada dez, três vieram do mesmo site americano de um homem chamado Mike Adams —nos EUA, Youtube e Facebook baniram o endereço.

—Mas no Brasil, as plataformas e os sites não tomaram o mesmo cuidado porque o conteúdo desse site está sendo traduzido pra um site homônimo brasileiro —diz Nana.

No Youtube, destaca-se o nome de Jaime Brunning, que se autointitula professor e terapeuta naturista há mais de 30 anos. Ele prega que as vacinas são parte de um complô mundial pra controlar a população.

Brunning atua em um endereço de Americana, no interior de São Paulo, onde vende curas espirituais e um livro em que divulga essas informações. A equipe do “Fantástico” tentou contato, mas ele não quis participar da reportagem.

Em nota, o Whatsapp diz que trabalha para reduzir a viralização de rumores, limitando o encaminhamento de mensagens e banindo o envio de mensagens em massa. Já o Facebook alega que, em temas importantes como vacinação, trabalha com especialistas para entender no que pode melhorar. E o Youtube afima que tem dado maior destaque para conteúdos de saúde de fontes confiáveis.

O Ministério da Saúde recebe pelo número de Whatsapp (61) 99289-4640 pedidos de checagem de informações. A pasta diz já ter identificado 13,8 mil mensagens com conteúdo falso.

EPIDEMIA DE SARAMPO

Enquanto isso, a cobertura vacinal no Brasil está abaixo da meta de 95%, taxa ideal para a maioria das vacinas.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra o sarampo passou de 96%, em 2015, para 57% das crianças até outubro de 2019. Só neste ano, já foram confirmados quase 10,5 mil casos no país.