Acordo UE-Mercosul reduz tarifas; chocolate, queijo e outros produtos podem ficar mais baratos
12 de janeiro de 2026Dados do governo combinados com estudo da Confederação Nacional da Indústria mostram alguns dos principais produtos que podem ficar mais baratos após a assinatura do acordo entre os blocos econômicos.
Weslley Galzo
BRASÍLIA - A aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, cuja assinatura e ratificação estão previstas para ocorrer no dia 17 de janeiro, no Paraguai, deve baratear, ao longo dos próximos anos, produtos vindos da Europa para o Brasil.
O Estadão cruzou o cronograma de redução tarifária divulgado pelo governo brasileiro com um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta os principais produtos que tendem a ficar mais baratos para o consumidor final.
Os dados mostram, por exemplo, que o chocolate e os confeitos, cuja alíquota de importação atual oscila entre 18% e 20%, devem ter as tarifas zeradas a longo prazo. Como a redução das taxas é gradual, o impacto do fim das cobranças no bolso do consumidor só será sentido futuramente.
Líderes de País integrantes do Mercosul com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen. Foto: Matilde Campodonico/Matilde Campodonico
Já em relação aos queijos produzidos na Europa, a tarifa chegará a zero no décimo ano de vigência do acordo. O prazo de uma década foi adotado para a maioria dos produtos. Como mostrou o Estadão, os vinhos europeus, atualmente com alíquotas entre 20 e 27%, também terão as tarifas zeradas.
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo foi aprovado na última sexta-feira, 9, em uma reunião de embaixadores em Bruxelas. Os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram uma maioria qualificada, apesar da oposição anunciada por países como França, Polônia e Irlanda.
Com esse resultado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo na próxima semana, com o Mercosul. O acordo prevê eliminação dos impostos de importação do Mercosul sobre itens europeus num prazo que vai de 4 a 15 anos, dependendo da mercadoria. Do total importado pelo Brasil, 91% dos bens e 85% do valor terão as alíquotas reduzidas a zero.
Do lado europeu, as tarifas levarão de 4 a 12 anos para serem eliminadas. Das importações feitas do Brasil pelos países do bloco, 95% dos bens e 92% do valor passará a ter tarifa zero.
Veja alguns exemplos de produtos que vão ficar mais baratos nos próximos anos
tarifa atual: entre 18% e 20% - chegará a zero entre 10 e 15 anos
tarifa atual: 10% - chegará a zero em 10 anos
tarifa atual: entre 16% e 28% - chegará a zero em 10 anos
tarifa atual: entre 16% e 18% - chegará a zero em 10 anos
tarifa atual: 14% - chegará a zero em 10 anos
tarifa atual: 18% - chegará a zero em 10 anos
tarifa atual: 20% e 27% - chegará a zero em 10 anos.
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