Cidades pequenas entram no radar da Abrafarma para expansão
01 de setembro de 2025O varejo farmacêutico passa por um momento de estabilidade, embora os índices de expansão variem conforme o modelo de negócio. Redes ligadas à Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) seguem inaugurando unidades e esse movimento tem ajudado a compensar o fechamento de farmácias independentes. “As farmácias independentes e as outras redes que não fazem parte da Abrafarma estão fechando mais unidades do que abrindo.
Então o número de farmácias no Brasil está estável, ou ele tende até a cair um pouco se a nossa velocidade de aberturas diminuir”, diz Sergio Mena Barreto, CEO da Associação, em entrevista ao Jornal Giro News. De acordo com o dirigente, a Abrafarma vê muito espaço para crescimento, principalmente nos pequenos municípios. “Ainda tem muita cidade para ser ocupada. A Abrafarma está em 1.190 cidades e existem mais de 5.500 municípios. Nos municípios de 50 mil habitantes ou menos, nós só temos 15% de participação”, completa o CEO.
Saídas para Negócios Independentes
Para Mena Barreto, existem algumas estratégias para as farmácias independentes evitarem o fechamento de lojas, focando no atendimento ao cliente, conhecendo bem sua clientela, seu bairro e oferecendo produtos que atendem à necessidade daquele local. “Nós (redes da Abrafarma) não entramos nesta particularidade, mas a pequena farmácia entra.”
Na contramão do fechamento de lojas físicas, o canal digital segue em ascensão. “Há 15 anos, nossas empresas começaram a fazer transformação digital. Para se ter uma ideia, antes da pandemia nós vendíamos R$ 1 bilhão no digital, agora vendemos R$ 19 bilhões”, destacou Barreto. Para o CEO, o principal fator para este aumento se deve à mudança de comportamento do consumidor, que utiliza o celular para tudo hoje em dia. “Na Abrafarma, 20% das vendas já são digitais.”
Tendências do Setor
Na visão do dirigente, a principal tendência no mercado farmacêutico já se tornou a inteligência artificial, com destaque para o uso da ferramenta no dia a dia das redes. “A IA pode auxiliar em controle de risco, abastecimento, vencimento e mais uma série de coisas”, afirma. Outra tendência é a ampliação da presença de alimentos saudáveis no mix de produtos das farmácias.
“Tudo que o consumidor relacionar à saúde, precisa ter na farmácia. Então, quanto mais eu verticalizar e aprofundar esta disciplina da saúde e tiver tudo em torno disso, acho que está valendo e é uma aposta muito boa”, completa. Além disso, com o avanço da tecnologia, algumas funções realizadas por humanos em centros de distribuição, como a separação de remédios, talvez possam ser feitas por robôs no futuro. “Se o custo baixar a este nível, a gente tende a pegar todas essas funções e robotizá-las", finaliza Barreto.
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