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Depois do primeiro ano com Extrafarma, Pague Menos acelera conversão de lojas e ganhos de sinergia

05 de março de 2024
Fonte: Portal Exame

RAQUEL BRANDÃO

Em 2024, foco da varejista farmacêutica é reduzir endividamento; por isso, colocou pé no freio nas aberturas e quer aumentar receita por unidade.

Depois do primeiro ano completo de administração da Extrafarma, a Pague Menos quer acelerar a captura de sinergias e focar na redução de seu endividamento. Para isso, vai seguir o plano que colocou em prática em 2023, quando fincou o pé no freio da abertura de lojas e passou a converter unidades da bandeira Extrafarma na sua marca — em 2024, 47 lojas Extrafarma vão virar Pague Menos.

Com um lucro líquido ajustado de R$ 62,8 milhões, um avanço de 17%, a empresa viu os números melhorarem no quarto trimestre. Sem ajustes, o lucro foi de R$ 126 milhões, contra R$ 102 milhões do mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro excluindo itens não recorrentes foi 91% menor, a R$ 14,5 milhões.

Além da última linha, a receita do grupo passou dos R$ 3 bilhões, crescendo 7,7%. Parte relevante disso veio das lojas Extrafarma convertidas em Pague Menos, conta o CFO Luiz Novaes. Essas unidades cresceram três vezes em relação ao mesmo período anterior, razão para a empresa seguir com as conversões. Ao longo de 2023, foram 54 lojas convertidas, sendo 43 delas de outubro a dezembro. 

Quando comprou a Extrafarma, em agosto de 2022, a Pague Menos recebeu 382 lojas: volume correspondente a 2,5 anos de aberturas antes da aquisição. Dessas, apenas 32 foram fechadas, mas 10 a 15 unidades ainda estão em avaliação. Das lojas da Extrafarma, o crescimento de unidades com 12 meses ou mais de operação foi de 6,8%, sinalizando o avanço operacional depois da aquisição.

O objetivo é manter a bandeira em apenas quatro Estados em que a bandeira Extrafarma é bastante forte: Amapá, Pará, Maranhão e Ceará -- estado de origem da Pague Menos e onde a marca já tem grande parque de lojas. 

Enquanto isso, a abertura de lojas ficou reduzida a 20 unidades em 2023 e não passará de 30 em 2024. Essa redução da expansão física foi um dos pontos que gerou desconfiança da tese pelo mercado. No acumulado do ano, a ação cai cerca de 19% contra desvalorização na casa de 11% para os papéis de concorrentes como RaiaDrogasil e Panvel. Parte mais relevante dessa queda veio após o downgrade da equipe de varejo do Itaú BBA, que passou a recomendação da ação de compra para venda. 

O ano de 2023 foi crítico para a integração dos negócios. De janeiro a setembro, a empresa viu o endividamento alto elevar as despesas financeiras e deteriorar seus números. O jogo começou a virar a partir de setembro, quando as melhorias da Extrafarma já estavam mais evidentes e ao ganho de sinergias começou a ganhar tração. No anualizado, a operação trouxe Ebitda incremental de R$ 130 milhões, se aproximando da parte de baixo da faixa de R$ 180 milhões a R$ 270 milhões de sinergias previstas até o fim de 2024. No consolidado o Ebitda ajustado cresceu 7% no ano, para R$ 476 milhões. 

“Esse primeiro ano de administração da Extrafarma concentrou muito trabalho na questão comercial, pela escala que a Pague Menos tinha. Especialmente a partir do quarto trimestre passamos a focar em ações que alavancavam venda”, conta Novaes. Isso sem deixar de lado a melhora de margem bruta e despesas. A margem bruta ainda foi 0,9 ponto percentual menor do que um ano antes, mas evolui e chegou a 29,3% no ano ou 28,8% quando isolado o resultado do quarto trimestre. 

Com novo CEO -- Jonas Marques, com 30 anos de carreira na indústria farmacêutica é o primeiro fora da família Queirós a comandar o negócio  -- e ritmo de expansão menos intenso, a Pague Menos vê em 2024 espaço para reduzir o endividamento e capturar mais sinergias da aquisição da Extrafarma. No segundo semestre de 2023, com o início do corte da taxa básica de juros e movimentos próprios, a empresa conseguiu melhorar seu patamar de dívida. No fim de setembro, levantou R$ 332 milhões em um aumento de capital garantindo pelos acionistas majoritários. 

Assim, ao fim do quarto trimestre, a dívida líquida somava R$ 1,19 bilhão, com a alavancagem recuando de 3,1x no primeiro semestre para 2,4x no fim de 2023. A meta para 2024, afirma Novaes, é chegar a 1,7x em dezembro de 2024. 

Novaes destaca a geração de caixa de R$ 264 milhões em 2023 e diz que há espaço para avanços em 2024, bem como a diminuição de investimentos em estoques e a monetização de créditos fiscais.

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