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'Em julho chegará o produto similar do Ozempic', diz CI da Pague Menos

17 de março de 2026
Fonte: Portal EXAME

Queda da patente da semaglutida está prevista para esta sexta-feira. À EXAME, o presidente da rede de farmácia Jonas. Marques fala sobre o impacto do medicamento no negócio que faturou R$ 16 bilhões no último ano.

 

Layane Serrano

 

A queda da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, deve abrir uma nova fase para o mercado farmacêutico no Brasil. A expectativa do setor é que a mudança amplie a concorrência, reduza preços e aumente o acesso aos medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade. *

 

Para Jonas Marques, CEO da rede de farmácias Pague Menos, os primeiros efeitos desse movimento já devem começar a aparecer nos próximos meses.

 

"Em julho chegará o produto similar do Ozempic, que depois deve abrir caminho para os genéricos", afirma o executivo em entrevista ao podcast De Frente com CEO, da EXAME.

 

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, expira no Brasil em 20 de março, movimento que também ocorre em outros mercados relevantes, como China, India, Turquia e Canadá. A expectativa do setor é que a abertura da patente estimule a entrada de novos fabricantes e versões similares do medicamento.

 

Para Jonas, a mudança pode representar uma "injeção" para o mercado farmacêutico. Ele classifica os medicamentos da classe GLP-1 (que incluem também produtos como Wegovy e Mounjaro), como uma das maiores transformações recentes da indústria.

 

"Essa classe de medicamentos é uma verdadeira revolução. Na minha opinião, é uma das grandes invenções da medicina recente", diz. "Comparo, inclusive, com a invenção da Penicilina".

 

Hoje, esses tratamentos ainda têm preço elevado e são mais concentrados em consumidores de maior renda. Com a entrada de novos produtos e o aumento da concorrência, a tendência é de ampliação do acesso.

 

"Acreditamos que, por uma questão de acesso, uma base muito maior da população vai poder utilizar esses medicamentos, principalmente nossos clientes do Nordeste", afirma. "Isso, sem dúvida, vai ser uma explosão de mercado."

 

Veja a entrevista completa de Jonas Marques, CEO da Pague Menos, ao podcast "De frente com CEO", da EXAME:

 

Março aquecido para o varejo

A discussão sobre os medicamentos ocorre em um momento tradicionalmente forte para o setor. Março costuma ser um dos melhores meses para o varejo farmacêutico no Brasil por causa do Dia do Consumidor, quando redes promovem grandes campanhas promocionais.

 

Na Pague Menos, a estratégia para o período foi concentrar descontos e ações comerciais ao longo do mês.

 

"Só neste mês temos cerca de 3 mil produtos em promoção", afirma Marques.

 

A companhia aposta em um calendário promocional ajustado ao cenário econômico e ao comportamento do consumidor. Segundo o executivo, em anos com eventos relevantes, como eleições ou Copa do Mundo, a empresa revisa suas campanhas para evitar períodos de r atenção do público.

 

Expansão e crescimento

Com presença forte no Norte e Nordeste (regiões que concentram cerca de 70% das operações da rede), a Pague Menos vê potencial adicional de crescimento caso medicamentos como o Ozempic se tornem mais acessíveis.

 

"Vai ser a vez de uma grande parte da população ter acesso a esse tipo de tratamento", disse o CEO.

 

A rede encerrou 2025 com R$ 16 bilhões em faturamento e crescimento nas vendas de mesmas lojas acima de 18%, segundo dados divulgados pela companhia. Para Marques, a combinação entre expansão de lojas, maior acesso a medicamentos e crescimento da demanda por tratamentos crônicos deve sustentar o avanço do setor nos próximos anos.

 

"O mercado farmacêutico é um dos mais resilientes. Ele cresce de forma consistente há décadas”, afirma.

 

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