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Escala 5×2 começa a ser implementada em redes varejistas

01 de outubro de 2025
Fonte: Jornal O Povo - CE

No comércio brasileiro, é comum a prática da escala 6×1, na qual o empregado trabalha seis dias seguidos e descansa apenas um. Esse modelo vem sendo criticado, pois muitos consideram que ele compromete a qualidade de vida.

 

Caio Bezerra

 

Recentemente, surgiu uma proposta de mudança: a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton, que sugere acabar com essa forma de jornada. Embora a proposta ainda não tenha avançado no Congresso, uma subcomissão foi criada para estudar os impactos econômicos, ouvir especialistas e discutir alternativas que possam beneficiar tanto trabalhadores quanto empresas.

 

Em vários países, a carga horária semanal já é menor que a do Brasil, que atualmente é de 44 horas. A França, por exemplo, tem jornada de 35 horas semanais, enquanto Estados Unidos, Canadá e Itália seguem o padrão de 40 horas. A Espanha está debatendo reduzir de 40 para 37,5 horas, e países como Chile e México já caminham para consolidar as 40 horas. Essas experiências mostram que a redução é viável e não necessariamente prejudica a economia ou a produtividade.

 

Experiências de empresas com jornadas menores

Algumas empresas brasileiras já testaram reduzir os dias de trabalho. O projeto piloto 4-Day-Week, feito com 19 companhias no país, mostrou resultados animadores: trabalhadores relataram menos cansaço, mais energia e aumento no engajamento.

 

Do lado das empresas, houve melhorias no cumprimento de prazos, na organização interna e até crescimento de receita em muitos casos. Ou seja, reduzir dias de trabalho pode ser benéfico tanto para os colaboradores quanto para os negócios.

 

Escala 5×2 ganha espaço no varejo

Alguns grandes grupos já estão substituindo o 6×1 pelo 5×2, que garante dois dias de descanso na semana. O Grupo DPSP, responsável pelas Drogarias Pacheco e São Paulo, adotou esse formato em 2024, afetando cerca de 24 mil funcionários diretamente. Segundo a empresa, a intenção foi melhorar a qualidade de vida sem alterar a carga de 44 horas semanais previstas em contrato.

 

Outro exemplo é a rede de moda H&M, que ao chegar ao Brasil também optou pelo 5×2, prática que já utiliza em outros países. A empresa defende que esse modelo ajuda a equilibrar vida pessoal e profissional, reduz o estresse e traz ganhos em satisfação e produtividade, mesmo que o custo operacional possa ser um pouco maior.

 

O debate sobre o fim da escala 6×1 não se limita apenas à questão econômica. Ele também envolve a valorização do tempo livre, permitindo que o trabalhador dedique mais horas a sua família, lazer, estudos, esportes e outras atividades pessoais. No Brasil, onde muitas pessoas passam horas no deslocamento até o trabalho, ter mais dias de descanso é visto como uma forma de melhorar a saúde mental e física e proporcionar mais liberdade para viver além do ambiente profissional.

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