Farmácias oferecem 5.500 pontos de vacinação ao Ministério da Saúde
06 de maio de 2021Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) diz que locais teriam capacidade para aplicar 10 milhões de doses por mês.
Por GABRIEL RODRIGUES As farmácias privadas do Brasil negociam com o Ministério da Saúde a utilização de cerca de 5.500 salas de vacinação para aplicar vacinas contra Covid-19 ao redor do país por meio do SUS, de acordo com a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Só em Minas Gerais, aproximadamente 580 podem ser disponibilizadas.
A vacinação já ocorre em alguns desses locais: na capital de São Paulo, por exemplo, a Drogaria São Paulo fechou, em março, uma parceria com a prefeitura para que lojas sejam utilizadas para a imunização. “Conseguiríamos aplicar 10 milhões de vacinas por mês no Brasil. Assim que tiver vacina disponível, em junho, julho, ajudaremos o SUS”, disse o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5), em comemoração aos 30 anos da entidade, celebrados em 2021.
De acordo com ele, a associação já está em contato com o Ministério da Saúde para avaliar a utilização das farmácias na campanha de vacinação. Também há planos de desenvolver um aplicativo que poderá ser utilizado para notificar os cidadãos sobre o momento de se vacinar e onde pode encontrar uma dose da vacina. Ainda segundo Barreto, os 40 centros de armazenamento das grandes redes de farmácias brasileiras estão à disposição do ministério em caso de necessidade.
O CEO afirmou que a Abrafarma não tem intenção de tentar comprar vacinas contra Covid-19 por conta própria. “Afila (da vacina)é única, só tem que andar mais rápido, e queremos ajudar nisso”, disse.
Farmácias realizam seis milhões de testes de Covid-19 As drogarias brasileiras realizaram pouco mais de seis milhões de testes de Covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com a Abrafarma, que representa 26 redes e responde pela maior parte do faturamento do setor.
Os dados completos ainda serão divulgados pela entidade nesta semana, mas uma prévia apresentada nesta quarta-feira revela que o número de testes realizados continua decaindo desde meados de março, quando ocorreu um pico de procura. Tanto a busca pelos testes quanto a taxa de positividade deles, porém, permanece maior do que em qualquer momento de 2020.
“A taxa de testes positivos ainda é alta, de 24%, enquanto nossa média era de 15%”, pontua o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto. De acordo com ele, a comercialização dos testes representou em torno de 1% do faturamento das farmácias associadas em 2020, quando o setor teve um rendimento recorde de R$ 58,17 bilhões.
Governo federal
Em nota, o Ministério da Saúde informou que "a vacinação é realizada sob a gestão das Secretarias Municipais de Saúde. Quanto à atuação das farmácias no serviço de vacinação, esclarecemos que a regularização dessas atividades é de competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa (RDC n°197/2017) e a supervisão das Vigilâncias Sanitárias locais".
A pasta federal ainda reiterou que sua orientação "é que Estados e municípios sigam o Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19". "Os informes técnicos são definidos semanalmente com representantes da União, estados e municípios, a partir do número de doses entregues pelos laboratórios", conclui a nota.
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