Número de casos de sarampo chega a 36 em São Paulo
16 de setembro de 2026Há 4 novos registros, 3 de moradores da capital, incluindo dois meninos com menos de 2 anos, ambos com esquema vacinal incompleto.
LEONARDO SIQUEIRA
O Estado de São Paulo registrou quatro novos casos de sarampo, totalizando 36 confirmações em 2026, informou ontem a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Segundo a pasta, entre os novos registros, três são de moradores da capital paulista: dois meninos com menos de 2 anos, ambos com esquema vacinal incompleto, e uma mulher de 24 anos, com histórico de vacinação. O quarto caso é de um homem de 36 anos, morador de Santo André, também vacinado.
Na semana passada, uma bebê de 6 meses, que não havia sido vacinada, também teve o diagnóstico confirmado. Com isso, dos 36 casos registrados neste ano, 32 são de residentes da capital, 2 de São Bernardo do Campo, 1 de Guarulhos e 1 de Santo André. As autoridades seguem recomendando a vacinação.
SURTO NOS EUA.
Somente a Pensilvânia havia relatado 677 casos de sarampo em 37 dos 67 condados do Estado neste ano. Desses casos, 124 envolveram hospitalizações e quatro ocorreram entre pessoas que haviam sido vacinadas, de acordo com o Departamento de Saúde da Pensilvânia. São três mortes, das quais o caso mais recente foi de uma mulher de 40 anos, com óbito “relacionado ao sarampo” no sábado.
No entanto, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças(CDC) dos EUA afirmam não ter registrado mortes por sarampo neste ano. O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, do Partido Democrata, e o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, têm divergido a respeito.
No mês passado, a Organização Mundial da Saúde defendeu a importância da vacinação. O alerta ocorreu após o presidente Trump assinar um decreto para reduzir o número de vacinas infantis. Ao assinar o decreto, o presidente americano repetiu diversas alegações de que a vacina tríplice viral tem relação com o autismo, uma teoria da conspiração já refutada há décadas.
Nos EUA Disputa entre governador democrata e presidente Trump é entrave à análise e ao combate de surto. Trump e o secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., chegaram a dizer que a dose tripla combinada aumentaria as mortes, também sem base científica.
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