Um diagnóstico do estrago para aplacar o frio
15 de maio de 2024GIANE GUERRA
Preocupam muito os dados preliminares de um diagnóstico dos impactos da enchente nos negócios gaúchos. Por enquanto, 4,4 mil responderam ao questionário, que já aponta que mais da metade (53%) foram "muito afetados" pela tragédia. Praticamente um terço (31%) das empresas não está em operação e 23% estão trabalhando parcialmente. Quando finalizada, a pesquisa pode apontar uma situação ainda mais delicada, observa o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo.
- Tem muita gente sem nem internet ainda para responder ou não conseguiu parar para preencher o formulário. Mas é importante que as empresas o façam assim que possível. Essas informações nos ajudarão a buscar as medidas mais assertivas para a reconstrução que, sabemos, será difícil e longa - pede o secretário.
Outro dado que requer atenção é que 78% dos negócios não estavam cobertos por seguro. Ou seja, 3.439 das empresas que já responderam. Quatro em cada 10 planejam suspender contratos de trabalho ou dar férias coletivas para os funcionários.
Crédito é essencial na retomada. Pelo levantamento, 74% precisarão de empréstimos. Aqui, cresce a relevância de que o governo federal destrave o Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe), fazendo o dinheiro chegar à ponta, além de ampliar a capilaridade para cooperativas de crédito, como Sicredi e Banrisul. A União precisa ainda liberar o financiamento subsidiado às grandes empresas, o que foi prometido na enchente de 2023 e não foi cumprido.
A pesquisa é feita em parceria com o Sebrae e pode ser respondida em gzh.digital/formulario.
Malharia de Farroupilha, a Biamar dedica cinco teares para confeccionar mil cobertores por semana com o desenho do mapa do Estado para doar a vítimas da enchente. É usada uma adaptação feita ainda na cheia de setembro passado, mas em maior escala. Cada cobertor leva 25 minutos para ficar pronto e pesa um quilo. A operação será mantida pelo tempo necessário, diz a coordenadora de Criatividade e Estilo, Suélen Biazoli, frisando que nem se calculou o impacto financeiro da ação. A entrega será na Serra e no Vale do Taquari inicialmente, vindo para a Região Metropolitana quando as estradas melhorarem.
- Estamos vendo como viabilizar a logística e esperamos que nossos fornecedores de fios se engajem com doação de matéria-prima - diz.
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